Início

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

MANAUS - AM (PARTE I)


 

O que seria de nós, viajantes, se não existisse os feriados. Segui para Manaus. Fiquei por lá sete dias e foi pouco, espero voltar em breve.
  É a cidade mais populosa da Amazônia, de acordo com o IBGE, sendo uma das cidades brasileiras mais conhecidas mundialmente, principalmente pelo seu potencial turístico e pelo ecoturismo. Recebeu o prêmio de melhor destino verde da América Latina.
Fundada em 1669 com o forte de São José do Rio Negro. Foi elevada a vila em 1832 com o nome de Manaus, que significa "Mãe dos deuses".
Em 1892, iniciou-se o governo de Eduardo Ribeiro, que teve um papel importante na transformação da cidade, através da elaboração e execução de um plano para coordenar o seu crescimento. Esse período (1890-1910) é conhecido como fase áurea da borracha. A cidade ganhou o serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante.
 



Os rios que passam por Manaus são o Negro e o Solimões e, ao se encontrarem, formam o grande rio Amazonas.
A rede hoteleira da cidade é bem diversificada, há opções em hotel urbano e de selva. Fiquei no Manaus Hostel (casa rosa) que assim é conhecido. Familiar e acolhedor, o atendimento é espetacular e a localização privilegiada.






 
Visitei o cartão-postal da cidade, o Teatro Amazonas, surpreendente por dentro e por fora, a fachada neoclássica é pintada de rosa e apresenta uma cúpula feita com 36 mil escamas de cerâmica nas cores da bandeira brasileira. No Palácio Rio Negro, em uma área anexa  funciona o Museu de Numismática, com 17 mil cédulas e moedas do mundo inteiro.  Após segui para o Palácio da Justiça, em estilo renascentista, ainda guarda mobília original da inauguração, em 1900. Visitei ainda, o Museu do Índio, o Museu de Ciências Naturais, o Mercado Municipal e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia –INPA.
Conheci a escritora Thayanne Azevedo, que coincidentemente, publicou seu livro intitulado “Por mais um dia” pela mesma editora da qual publiquei o meu no ano de 2009. “Por mais um dia” é uma envolvente e emocionante história de superação, que relata claramente a importância da família.
Acreana de nascimento e manauara de coração, Thayanne me auxiliou bastante na minha estada em Manaus.




Aprendi muito sobre a culinária manauara, que é caracterizada pela utilização de uma grande variedade de peixes provenientes da própria bacia do rio Amazonas. Posso destacar o pirarucu de casaca feito com o peixe pirarucu e banana pacovã, o tambaqui grelhado, ou a caldeirada de tambaqui.
Uma grande variedade de frutas da região também são bastante apreciadas na cidade, como a graviola, o guaraná, o camu-camu, o jenipapo, o biribá, a pupunha, mandioca, abiu e o tucumã. Confesso que não experimentei todos, mas o tambaqui grelhado, realmente é de lamber os dedos. 
 





 


domingo, 23 de setembro de 2012

PALMAS - TO


Quão bom e proveitoso é um feriado, ainda mais se for de sexta-feira. Aproveite o feriado de sete de setembro e segui rumo a capital do Estado de Tocantins, Palmas.

A pedra fundamental de Palmas foi lançada no dia 20 de maio de 1989, situada à margem direita do Rio Tocantins e cercada pelas serras do Carmo e do Lajeado. A origem do nome é uma homenagem à Comarca de São João da Palma, sede do primeiro movimento separatista da região, instalada em 1809 na barra do rio Palma com o rio Paraná, e ao grande número de palmeiras, espécie nativa da região.

O clima apresenta-se com duas estações bem definidas durante o ano de maio a setembro, é a temporada de sol, e de outubro a abril, de chuvas com ventos fracos e moderados. Considerada uma das mais arborizadas do país.
 

 
 
Foi nesse calor de quase quarenta graus que desembarcamos na capital mais jovem do Brasil. A distância entre um ponto e outro na capital é extenso, por esse motivo é imprescindível o aluguel de um carro, já que o valor gasto com taxi e ônibus será praticamente o mesmo. O trânsito é bem tranquilo, ao menos em época de feriado, poucos carros e vias bem sinalizadas. Houve momentos que em cheguei dirigir sozinho na avenida principal da cidade, Joaquim Teotônio Segurado.
As opções de hospedagem estão entre hotéis e pousadas, não há albergues nem áreas de camping. Os preços são os mesmos praticados em cidades de grande porte.
Do aeroporto seguimos direto para o hotel. Palmas possui traçado moderno e arrojado com largas avenidas. Assim como Brasília, as ruas e quadras não têm nomes, mas números. Do aeroporto até o hotel foram vinte quilômetros. Após uns dez minutos literalmente perdidos, enfim achamos o hotel. Há muitas rotatórias, chamada de queijinho pelos tocantinenses, creio que foi pelo grande número destas rotatórias que nos perdemos.


 
Almoçamos no mais novo shopping da cidade, Capim Dourado. Saímos de lá e fomos conhecer a Praça dos Girassóis, um dos principais pontos turísticos da cidade, concentrando-se prédios dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário). O Palácio Araguaia cartão-postal da cidade e sede do governo do estado serviu como marco para projetar as ruas e avenidas. Nesta mesma praça estão a Assembleia Legislativa do Estado do e o Tribunal de Justiça do Estado.
 

 
Na mesma praça está o Memorial Coluna Prestes considerado um dos marcos arquitetônicos, culturais e históricos do Tocantins. O espaço abriga um importante acervo composto por fotografias, documentos e objetos pessoais doados pela família de Luiz Carlos Prestes. Ainda nesta praça estão o Cruzeiro de Palmas, local onde se celebrou a primeira missa que inaugurava a construção da cidade, e o monumento 'Os 18 do Forte de Copacabana', uma homenagem a um movimento militar de revolta contra o governo da República Velha. Tratando-se de extensão a Praça do Girassóis perde apenas para a Praça da Paz Celestial na China.



 
Fomos ao parque Cesamar, uma das principais áreas verdes de Palmas. Local tranquilo, ideal para os amantes da natureza e para os praticantes de esportes. Possui pista para corrida, piscinas naturais, cascatas e um belo lago. Lugar imperdível para apreciar o pôr-do-sol.

 
 
No dia seguinte pela manhã fomos para Taquaruçu, o recanto ecológico de Palmas, distante 18 quilômetros da capital. A estrada, em ótimo estado de conservação, serpenteia por uma paisagem onde predominam as palmeiras típicas do cerrado, como os Buritis e Babaçus. Era hora do banho de cachoeira e do rapel. Dezenas de cachoeiras formam a paisagem, dentre as principais estão a do Roncador com setenta metros de altura e do Escorrega Macaco com dez metros. Fizemos descida de rapel na cachoeira do Roncador, uma vista incrível.
 
Palmas tem praia? Sim, pois a cidade é banhada pelo Rio Tocantins. A praia da Graciosa conta com uma infraestrutura completa para atender os turistas
 
 
 
Tocantins, jovem Estado brasileiro, quem diria, já é um dos mais atraentes na área do ecoturismo, tendo como Palmas a porta de entrada.  Uma cidade em pleno desenvolvimento somada a um povo acolhedor e prestativo. Boa Viagem...